Reprodução TV Zvezda

Organizações não governamentais e sites ligados ao PT e PC do B divulgaram material publicitário da Rússia destinado à cooptar brasileiras entre as idades de 18 a 22 anos para trabalhar no polo industrial Alabuga Start, uma fábrica de drones e armamentos utilizada na invasão ucraniana. A oferta apresentava promessas de bom salário, moradia e formação técnica, porém omitia o fato de que este local de trabalho era um dos maiores centros fabris da Rússia e alvo legítimo do exército ucramiano, já bombardeado em diversas ocasiões.

O programa Alabuga Start foi criado por Moscou para suprir a escassez de mão-de obra na Zona Econômica Especial de Alabuga, situada na República do Tartaristão – onde a Rússia iniciou a construção de drones do tipo Shahed com tecnologia proveniente da Irã. Esses dispositivos são produzidos em massa e utilizados para atacar alvos militares e civis na Ucrânia, cada um custando cerca de US$ 20 mil dólares e capaz de transportar até 90 quilos de explosivos.

Segundo a Gazeta do Povo, o recrutamento no Brasil começou com influenciadores nas redes sociais, que foram acusados de fraude relacionada ao crime de tráfico humano e tiveram sua campanha interrompida. Entretanto, este esforço foi retomado recentemente por meio dos mesmos canais – sites como RedePT e Vermelho ligados a partidos da esquerda –, além de perfis em mídias sociais e influenciadores digitais sem mencionar explicitamente o caráter militar do empreendimento russo. A simulação realizada para acessar o programa revelou um processo que direcionava os candidatos à embaixada russa no Brasil, com foco na obtenção de documentos necessários para viagem.

A Global Initiative Against Transnational Organized Crime (Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional) identificou padrões similares de recrutamento nesses países africanos e latino-americanos, envolvendo intermediários locais, forte presença digital e articulações institucionais complexas – incluindo a utilização de diplomata russos em eventos do BRICS. A organização também apontou que as mulheres migrantes são submetidas à exploração no local de trabalho; reportagens da BBC já haviam demonstrado essa situação na fábrica Alabuga Start, onde trabalhadores africanos e latino-americanos enfrentam condições restritivas e dificuldades para retornar ao seu país de origem.

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