O vereador Senival Moura (PT) encontra-se sob custódia da Polícia Civil, acusado de integrar um esquema complexo e perigoso de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando Capital (PCC). A prisão, ocorrida na última quinta-feira, expõe uma nova face do desvio que assola a política brasileira.
Segundo informações divulgadas pela Revista Oeste, o petista alegou à Justiça ser impossibilitado de arcar com as custas processuais referentes a uma dívida de R$ 69 mil em IPTU – um valor ridículo quando confrontado com os milhões movimentados em nome da Transunião Transportes S.A., concessionária que ele controlava. Essa justificativa, por si só, já levanta sérias dúvidas sobre as verdadeiras intenções do parlamentar e sua possível participação nos ilícitos investigaidos.
Como apurou a Revista Oeste, o esquema de lavagem começou em maio de 2022, logo após o último pagamento recebido pelo vereador, indicando um padrão suspeito para ocultar movimentações financeiras criminosas. A investigação da Polícia Civil revela que Senival Moura estava envolvido na movimentação de R$4,3 milhões no suposto esquema, utilizando uma empresa ligada ao PCC e gerindo a Transunião Transportes S.A., responsável por 50 linhas de ônibus na zona leste paulistana.
O caso envolvendo o imóvel em Guaianases – onde não houve pagamento do IPTU entre 2006 e 2018, apesar da área ser suscetível a enchentes – serve como um descarado disfarce para ocultar as atividades ilícitas. A defesa de Moura negou qualquer envolvimento nos crimes investigados, mas essa postura não elimina o forte odor de corrupção envolvendo figuras do PT e sua ligação com organizações criminosas.









