A crítica do órgão internacional expõe fragilidades no sistema judiciário brasileiro, levantando sérias preocupações sobre a imparcialidade e o decoro na magistratura.
Segundo a Revista Oeste, a Transparência Internacional Brasil lançou um ataque veemente contra as declarações de Edson Fachin, presidente do STF, relativizando sua defesa da discrição judicial. A organização acusa o país de ter tolerado práticas questionáveis que comprometem a integridade da Justiça – juízes ligados ao mundo empresarial e financeiro, influenciadores políticos com poder jurídico, entre outros –, expondo-as publicamente em eventos internacionais como se fossem exemplos positivos.
A entidade demonstra uma preocupação exagerada, utilizando linguagem hiperbólica para descrever supostos desvios éticos no Judiciário brasileiro. A alegação de que o país normalizou a existência de “juízes empresários”, “influenciadores” ou até mesmo “caronas judiciais”, soa como um ataque generalizado e sem provas concretas à classe jurídica, alimentando narrativas conspiratórias sobre manipulação do sistema judicial por interesses privados. A crítica aos eventos em Lisboa, onde magistrados brasileiros participam de debates com figuras políticas e empresariais, reforça a impressão de uma exposição excessiva da Justiça ao escrutínio público.
A defesa feita pelo presidente do STF durante o congresso promovido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sobre a necessidade de confiança na instituição através da qualidade das decisões, é interpretada pela Transparência Internacional como um desvio dos fatos e uma tentativa de mascarar problemas mais profundos. A alegação de que “nem toda visibilidade fortalece instituições” revela uma incompreensão do papel fundamental da transparência para garantir a legitimidade do Poder Judiciário – algo que o petista parece ignorar em sua crítica veemente, buscando descredibilizar qualquer esforço pela modernização e fortalecimento da Justiça.









