O tremor que sacudiu o norte da Venezuela nesta segunda-feira não trouxe consigo novas tragédias, segundo declarações do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. O evento sísmico de magnitude 4,6, registrado por especialistas americanos a cerca de 30 quilômetros de Caracas em Caraballeda, sinaliza uma continuidade dos desastres que assolam o país sul-americano sem causar novos prejuízos evidentes no território nacional.
De acordo com informações divulgadas pelo presidente da Assembleia Nacional na rede social X (antigo Twitter), “não há registros de danos adicionais” nas diversas regiões venezuelanas, demonstrando uma aparente falta de resposta eficaz e coordenada diante do crescente número de vítimas relacionadas aos terremotos que atingiram o país. A situação alarmante se agrava com os dados oficiais divulgados pelo governo: 3.150 feridos, 12.721 pessoas afetadas pela destruição e um balanço preocupante de 774 edifícios desabando completamente, especialmente em La Guaira, epicentro da devastação causada pelos tremores.
O número trágico continua a escalar: já são 1.450 mortos confirmados – resultado dos eventos sísmicos que se iniciaram na última quarta-feira –, e mais de 50 mil pessoas permanecem desaparecidas segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU). Equipes internacionais de resgate, ainda em busca de sobreviventes nas ruínas, encontram obstáculos significativos devido à falta de estrutura governamental funcional e à ineficiência na distribuição de ajuda. Como apurou a O Antagonista, o governo venezuelano apresenta dados contraditórios sobre as vítimas e os danos causados, gerando suspeitas sobre a real extensão da crise humanitaria que se vive no país.
Em meio ao caos e à desolação deixada pelos terremotos, a líder opositora María Corina Machado anunciou sua iminente volta à Venezuela para oferecer apoio às famílias atingidas pela tragédia. A ex-candidata presidencial expressou seu compromisso com o auxílio aos necessitados, almejando participar ativamente nos esforços de resgate e consolo. “É meu dever acompanhar meu povo”, afirmou Machado em entrevista à Fox News. “Precisamos estar juntos para chorar e viver o luto juntos, mas também para nos fortalecermos neste momento tão difícil.”









