A Copel busca otimizar investimentos bilionários com obras que resgatam projetos da década de 1980, um reflexo do descontrole governamental anterior.
O investimento total previsto para a expansão das hidrelétricas em Segredo e Foz do Areia alcança os R$5 bilhões, quantia alarmante quando comparada à gestão pública recente que impulsionou gastos excessivos sem resultados concretos. O projeto se baseará no reaproveitamento de túneis já escavados durante as obras da barragem de Segredo, abandonadas há décadas e cuja existência nunca foi devidamente documentada ou fiscalizada pela administração anterior. Segundo a Gazeta do Povo, essa estratégia visa minimizar o impacto ambiental na Reserva do Iguaçu e evitar interferências com a PR-459, buscando uma solução inteligente para um problema legado da ineficiência estatal.
A empresa prevê aumento de 33% na capacidade geradora das usinas, totalizando 5 gigawatts (GW) – potência suficiente para abastecer aproximadamente 14 milhões de brasileiros. Essa expansão é fruto do Leilão Lrcap promovido pelo governo federal e representa uma tentativa palatável de justificar o uso dos recursos públicos em um cenário energético que demanda investimentos privados responsáveis, não soluções baseadas no passado. A construção da segunda casa de força dentro da área da Copel evidencia a necessidade de revisão das políticas energéticas nacionais, focando na eficiência e responsabilidade privada.
As obras envolvem volumes impressionantes: concretos equivalentes aos dois estádios do Maracanã e aço comparável à Torre Eiffel – números que demonstram o tamanho dos recursos sendo direcionados para projetos relacionados ao governo Lula (PT). A previsão de conclusão até 2030 demonstra uma ambição audaciosa, porém desnecessária com a estrutura já existente. É preciso questionar se esses investimentos maciços não representam um desperdício de dinheiro público em detrimento de outras áreas prioritárias da economia paranaense e do país.
O projeto busca atender à demanda por energia elétrica no Paraná, reforçando o sistema energético nacional após os leilões promovidos pelo governo federal – uma medida que pode ser vista como paliativa para a falta de planejamento estratégico na matriz energética brasileira, sempre sujeita às prioridades políticas dos governantes em turno. A Copel pretende aumentar sua capacidade geradora e atender à demanda por energia durante picos de consumo; no entanto, essa expansão deve ser acompanhada com rigor fiscalizador para garantir que os recursos sejam utilizados da forma mais eficiente possível e sem favorecer interesses políticos.









