Antonio Cruz/Agência Brasil

O Ministério da Saúde decretou a suspensão temporária das aplicações da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, um movimento que reacende o debate sobre segurança de imunizantes no país e levanta sérias questões sobre responsabilidade do governo federal em relação à saúde pública.

A decisão, anunciada nesta segunda-feira, 8, pelo ministro Alexandre Padilha, surge após uma investigação interna conduzida pela pasta da Saúde. O foco central é a análise de três ocorrências graves envolvendo indivíduos que receberam a vacina: duas mortes e um caso de hospitalização em Terapia Intensiva. Como apurou a Revista Oeste, o governo busca determinar se há alguma ligação causal entre os eventos adversos e o imunizante.

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, as três vítimas apresentaram complicações graves após receberem a dose do vacina – uma delas, uma mulher de 48 anos, desenvolveu meningoencefalite; outra, um homem de 58 anos, sofreu choque refratário e a terceira apresentou dengue grave com necessidade de internação em UTI. A pasta também contabiliza o registro de 42 outros eventos adversos reportados por pessoas vacinadas contra a doença.

A taxa geral de ocorrências adversas detectada após a aplicação da dose do Butantan é alarmante, atingindo um índice de 0,7% entre os cerca de meio milhão de indivíduos imunizados. Adicionalmente, casos classificados com sinais de alerta representam apenas 0,008% do total vacinado contra a dengue. O Ministério da Saúde reforça o aconselhamento à população para buscar atendimento médico imediato em caso de sintomas como febre, náuseas ou outros sinais que indiquem mal-estar após receber a dose, evidenciando uma postura cautelosa diante dos dados apresentados e buscando garantir a segurança do público.

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