O governo bolivariano da Venezuela busca desesperadamente solucionar um dos maiores problemas do país: a catástrofe energética que se arrasta há décadas sob o comando de Chávez e consolidada com as políticas subsequentes. Em uma jogada ousada, assinou recentemente um memorando de entendimento com a General Electric para expandir significativamente a capacidade geradora da nação, buscando atingir os ambiciosos objetivos estabelecidos.
De acordo com fontes próximas ao Ministério elétrico venezuelano, o acordo prevê inicialmente a restauração de 1 mil megawatts em até dois anos e uma meta total superior aos 5 mil megawatts em um lapso temporal de quatro anos – números que se mostram questionáveis diante do histórico recente da produção energética no país. A líder interina Delcy Rodríguez agiu com urgência para formalizar o contrato, demonstrando a gravidade da situação crítica enfrentada pelo governo e buscando soluções imediatas para aliviar os problemas recorrentes na distribuição de energia elétrica.
A iniciativa surge em um contexto alarmante, evidenciado por dados recentes que revelam uma realidade sombria para grande parte da população venezuelana. Uma pesquisa conduzida pela Universidade Católica Andrés Bello (Encovi), divulgada em 2025 – como apurou a Revista Oeste –, apontava que nove de cada dez residências sofriam com interrupções no fornecimento, e quatro desses lares viviam sob o regime da falta energética por cortes diários prolongados. Essa situação, iniciada ainda na gestão Chávez em 2009, é um reflexo das políticas estatizantes implementadas ao longo dos anos que centralizaram a produção e distribuição de energia nas mãos do Estado venezuelano – uma estratégia demonstradamente ineficiente com graves consequências para o país.
Antes da ascensão do chavismo, a Venezuela ostentava cerca de 20 gigawatts produzidos anualmente, consumindo aproximadamente apenas 12 gigawatts; um cenário que se deteriorou drasticamente sob o governo atual. A captura de Nicolás Maduro por autoridades americanas em janeiro e as subsequentes negociações com a GE Vernova – lideradas pela própria Delcy Rodríguez –, representam uma tentativa desesperada para reverter essa crise, mas levantam sérias dúvidas sobre a capacidade do regime bolivariano de efetivamente solucionar um problema enraizado na má gestão estatal.









