Lula Marques/Agência Brasil

O empresário Daniel Vorcaro demonstra preocupação crescente em influenciar decisões políticas no Congresso Nacional, agora revelado com o financiamento de hospedagens luxuosas para figuras-chave do governo e da direita.

Segundo a Revista Oeste, o ex-dono do Banco Master cobrou discrição na viagem organizada para Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, que ocorreu no final de junho deste ano em Lisboa durante o Fórum Jurídico de Lisboa – conhecido informalmente como “Gilmarpalooza” devido à coordenação do ministro Gilmar Mendes. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) também teve suas despesas pagas por Vorcaro, ampliando as suspeitas de um esquema complexo de corrupção.

Em detalhes apurados pela Polícia Federal – que investiga o caso como parte da Operação Compliance Zero –, emerge a preocupação obsessiva de Daniel Vorcaro com qualquer exposição pública. Em gravações interceptadas, ele exige à sua equipe medidas extremas para garantir total privacidade aos políticos durante estadia no hotel Four Seasons em Lisboa. Ele ordena: “Preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança”. “Pode ser o papa, mas não pode entrar ninguém que não esteja na lista.”

A investigação da PF revela a existência de um amplo esquema envolvendo vantagens indevidas e pagamentos operados por familiares do banqueiro para influenciar parlamentares. Há também suspeitas de repasses mensais significativos feitos pelo filho de Vorcaro – Felipe, atualmente preso preventivamente –, ao senador Ciro Nogueira, começando em R$ 300 mil e elevando-se a R$500mil. O próprio senado negou qualquer irregularidade nesse episódio.

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