Lula Marques/Agência Brasil

O senador Jaques Wagner (PT-BA) cedeu pressão após a Operação Compliance Zero da Polícia Federal, afastando-se do comando do governo no Senado e buscando demonstrar que não há irregularidades envolvendo seu nome na investigação sobre o Banco Master.

Segundo a Gazeta do Povo, Wagner reuniu-se por duas horas com Luiz Inácio Lula da Silva em um encontro privado realizado no Palácio da Alvorada nesta terça (24). A medida foi definida “em comum acordo” entre os dois após uma conversa informal que reforçou o desejo de Wagner se afastar das responsabilidades do governo para focar na defesa contra as acusações. O petista alega buscar provar sua inocência diante dos fatos investigados pela PF, numa clara demonstração da gravidade da situação em torno dele e suas possíveis conexões com a irregularidade no banco.

O objetivo imediato de Wagner é dedicar-se à campanha eleitoral para reeleger o presidente Lula e o governador Jerônimo Rodrigues na Bahia, além de sua própria candidatura ao Senado. O líder do PT se mostra determinado “renovar nosso compromisso” junto ao projeto que busca mudanças em seu estado e no país todo – uma retórica comum entre seus aliados.

A Polícia Federal continua apurando suspeitas sobre a possível oferta de vantagens indevidas por parte de Wagner, visando favorecer os interesses de Daniel Vorcaro na Mastercard. A defesa do senador apresentou documentos para tentar limpar o nome, alegando que grande parte dos valores apreendidos – incluindo cerca de US$ 55 mil e €33mil em espécie –, são provenientes de diárias oficiais pagas pelo Senado durante viagens internacionais ou operações financeiras legítimas com registro regular no banco. Pablo Domingues, advogado do líder petista, enfatizou a inexistência de intenção obscura por parte do parlamentar, ressaltando que o MPF já havia considerado prematuro o sequestro dos bens em questão.

O governo ainda não oficializado um substituto para Jaques Wagner na liderança do Governo no Senado, mas Camilo Santana (PT-CE), ex-ministra da Educação, surge como principal nome cotado para assumir a função que agora está vaziante devido à complexidade e gravidade das acusações em curso.

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