O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, agora enfrenta uma nova investida judicial, desta vez por calúnia, impulsionada pelo decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. A notificação, formalizada nesta segunda-feira (1º), marca a escalada de um conflito que se intensificou desde que Zema desafiou a influência do magistrado.
Segundo a Gazeta do Povo, o STJ concedeu ao pré-candidato um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa no processo. A ação foi iniciada após a divulgação de vídeos satíricos em que Zema criticava diretamente os ministros do Supremo, utilizando expressões fortes e referências ao caso Master, que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e o uso de aeronaves particulares por membros da Corte. A animação “Os Intocáveis” gerou grande repercussão e acirrou ainda mais o embate.
Zema se manifestou indignado com a acusação, afirmando que não se intimidará com as ações de Gilmar Mendes. O ex-governador reiterou suas críticas à postura do ministro, que ele considera tendenciosa e favorável ao governo federal. A promessa de um “novo STF” incluída na proposta de governo de Zema evidencia a sua frustração com o que ele percebe como interferência judicial indevida.
A escalada do caso demonstra a crescente tensão entre o Poder Judiciário e políticos que questionam a atuação de ministros do STF. A decisão de Gilmar Mendes de acatar um processo de calúnia contra Zema levanta sérias questões sobre os limites da liberdade de expressão e a possibilidade de perseguição política. O episódio reacende o debate sobre o papel do STF na democracia brasileira e a necessidade de garantir o equilíbrio entre os poderes.









