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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontrou com o presidente argentino Javier Milei e aproveitou o momento para agradecer pessoalmente pela concessão de asilo político a Joel Borges Correa, um dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. “Muito obrigado por ter sido o primeiro a reconhecer asilo político de um brasileiro na Argentina. Há esperança”, disse o parlamentar.

A decisão favorável veio da Comissão Nacional para Refugiados (Conare), ligada ao Ministério da Segurança da Argentina, em 4 de março. O parecer técnico concedeu o status com base no “benefício da dúvida”, citando a visão de milhões de apoiadores de Jair Bolsonaro sobre possível fraude eleitoral e tratando o Estado brasileiro como agente de perseguição. Agora o processo segue para análise final do governo Milei, que pode oficializar o refúgio e impedir a extradição do brasileiro.

A defesa de Joel Borges Correa destacou que a medida reconhece o temor de perseguição por opiniões políticas e riscos a direitos fundamentais, garantindo proteções internacionais, especialmente o princípio do non-refoulement, que impede a devolução de refugiados a países onde possam sofrer violações.

Em 2024, a pedido do governo brasileiro, a Justiça argentina havia decretado a prisão de Joel e outros 60 condenados pelo STF que buscaram refúgio no país. Na ocasião, o porta-voz Manuel Adorni afirmou que a Argentina não firmaria “pactos de impunidade” e respeitaria as decisões judiciais brasileiras. Em dezembro daquele ano, após solicitação do ministro Alexandre de Moraes, a Justiça local abriu processos de extradição contra cinco foragidos, incluindo Joel Borges Correa.

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