O chanceler alemão, Friedrich Merz, manifestou nesta segunda-feira (27) sua percepção de que o Irã está provocando e “humilhando” os Estados Unidos e Israel no curso da guerra que se estende desde 28 de fevereiro, com um breve cessar-fogo que se encerrou no dia 7.
Segundo a Gazeta do Povo, Merz fez essa afirmação durante uma visita a uma escola em Marsberg, na região central da Alemanha, conforme reportado pela emissora pública DW. O político alemão atribuiu a situação à atuação da Guarda Revolucionária [Islâmica do Irã].
O chanceler alemão salientou que os iranianos demonstraram uma capacidade superior às expectativas, enquanto a estratégia americana nas negociações não apresentava robustez. Merz evocou experiências passadas, como os conflitos no Afeganistão e no Iraque, para enfatizar a necessidade de uma saída estratégica em situações prolongadas.
“O problema com conflitos como este é sempre o mesmo: não basta entrar, é preciso sair”, declarou Merz. Ele criticou a falta de clareza na estratégia americana, especialmente considerando a habilidade aparente com que o Irã está conduzindo suas negociações.
O presidente Donald Trump tem direcionado críticas aos aliados europeus da OTAN, questionando sua contribuição para a reabertura do Estreito de Ormuz, que permanece bloqueado pelo Irã devido à guerra. Washington estaria considerando a possibilidade de deixar a aliança militar do Ocidente ou aplicar sanções a membros da OTAN, como a Espanha, que poderia ser suspensa.
Conforme apurou a Gazeta do Povo, a emissora americana CNN informou que Trump rejeitaria uma proposta iraniana para encerrar o conflito, argumentando que essa solução atrasaria a resolução do impasse em torno da atividade nuclear do regime islâmico, dependendo de acordos sobre o Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio americano a embarcações iranianas.









