Revista Oeste / Reprodução

As companhias aéreas do Oriente Médio enfrentam uma queda drástica no volume de voos, consequência direta dos recentes ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. A situação impacta significativamente as operações das empresas e afeta passageiros em todo o mundo.

Segundo a Revista Oeste, o tráfego aéreo na região diminuiu drasticamente. Em 17 de fevereiro, empresas como Air Arabia, Emirates Airlines, Etihad Airways, FlyDubai e Qatar Airways registraram apenas 853 voos, uma redução expressiva em comparação com os 2 mil voos que haviam sido contabilizados em 24 de fevereiro. Essa diminuição se estende tanto a rotas regionais quanto conexões internacionais.

A Ethiopian Airlines suspendeu as operações para Amã, Beirute, Bahrein, Tel Aviv e outras cidades, sem previsão de retomada. A Royal Air Maroc cancelou voos para Dubai e Doha até 31 de março. A Turkish Airlines oferece a opção de remarcação ou reembolso para bilhetes emitidos até 28 de fevereiro, com voos até 30 de abril, mediante solicitação até 10 de junho.

A Etihad Airways continua operando voos de Abu Dhabi para destinos na Ásia, Oceania, Europa e América do Norte até 19 de março, permitindo reagendamento ou reembolso para passagens adquiridas até 28 de fevereiro e com datas até 31 de março, com prazo para solicitação até 15 de maio.

A Emirates Airlines e a FlyDubai limitaram suas operações, oferecendo aos clientes a possibilidade de alterar itinerários ou solicitar reembolso, com orientações para verificar o status dos voos antes de se deslocarem aos aeroportos. A Qatar Airways retomou algumas rotas restritas para países da Ásia, África e Europa, com previsão até 22 de março.

No continente europeu, a Lufthansa suspendeu voos para Dubai, Abu Dhabi, Amã, Erbil e Beirute até 28 de março, para Tel Aviv até 2 de abril, Riyadh até 5 de abril e Teerã até 30 de abril. A Air France cancelou voos até 21 de março para Riade, Dubai, Tel Aviv e Beirute. A Wizz Air restringe reservas para Tel Aviv, Jeddah e Medina a partir de abril, e não vende passagens para Doha e Dubai.

A KLM suspendeu voos para Damã, Riyadh e Dubai até 28 de março, e para Tel Aviv até 11 de abril. A Oman Air agendou voos extras para cidades europeias e asiáticas até 22 de março, enquanto rotas para diversos destinos da região permanecem canceladas até 31 de março. A Japan Airlines suspendeu voos entre Tóquio e Doha até 1º de abril.

Iberia cancelou voos para Tel Aviv até 31 de maio e para Doha em algumas datas, oferecendo remarcações e reembolsos. A Air Europa suspendeu operações de e para Israel até 10 de abril. A Malaysia Airlines retomou rotas para Jeddah e Medina, mas voos para Doha permanecem suspensos até 20 de março.

A British Airways impossibilitou a operação para vários destinos no Oriente Médio, incluindo Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai e Tel Aviv, além de suspender voos de Muscat por baixa demanda. A empresa mantém voos para Cingapura e Tailândia nesta semana para auxiliar passageiros da região.

As companhias American Airlines e United Airlines permitem alterações sem taxa e reembolsos para voos afetados, com datas limite para remarcação e embarque entre abril e maio. A Delta Airlines cancelou voos entre Nova York e Tel Aviv até 31 de março e no sentido inverso até 1º de abril, informando que a rota entre Israel e Atlanta será retomada em agosto.

O aumento das restrições aéreas se deu em um contexto de crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irã. Em 19 de fevereiro, Donald Trump anunciou que, em até dez dias, tomaria uma decisão sobre uma possível ofensiva militar contra o Irã. Segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, uma guerra com o Irã resultaria em “vitória fácil” para os norte-americanos.

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