O Líbano formalizou sua posição, decidindo expulsar o embaixador iraniano, Mohammad Reza Sheybani, em resposta às ações coordenadas com o Hezbollah que mergulharam o país em conflito com Israel.
Segundo a Gazeta do Povo, o Ministério das Relações Exteriores libanês anunciou a retirada das credenciais do embaixador, estabelecendo um prazo de até domingo para sua saída do território.
Adicionalmente, o governo libanês convocou o embaixador que atuava no Irã, Ahmad Soweidan, para consultas. A justificativa apresentada foi a violação de normas diplomáticas e práticas bilaterais por parte de Teerã.
O Líbano tem estado envolvido na escalada da guerra entre Israel, Irã e Estados Unidos, resultado das operações conjuntas entre o Irã e o Hezbollah. A Gazeta do Povo detalha que o grupo paramilitar é o principal fornecedor de apoio financeiro e ideológico. Israel iniciou, em 2 de março, uma nova ofensiva contra o Hezbollah, que se estende à guerra já em curso entre Israel, Irã e os EUA desde 28 de fevereiro.
O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, saudou a decisão libanesa, considerando-a um passo “necessário” contra o regime islâmico.
De acordo com a Gazeta do Povo, Saar enfatizou que o Estado iraniano é responsável por infringir a soberania libanesa, atuando indiretamente através do Hezbollah e levando o Líbano ao conflito.
O chefe da diplomacia israelense solicitou ao governo libanês que implementasse medidas “práticas” contra o Hezbollah, destacando que seus membros continuam a ocupar cargos no governo libanês.









