Por Ken Walker / Wikimedia Commons

A Argentina obteve a liberação de US$ 1 bilhão do Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira, 15. O aporte visa fortalecer o programa de apoio financeiro do país, em meio a esforços para estabilizar sua economia.

Segundo a Revista Oeste, o valor faz parte de um pacote total de US$ 20 bilhões. Este plano foi concebido para impulsionar a recuperação econômica da Argentina.

O acordo, válido por quatro anos, substituiu um empréstimo anterior de US$ 44 bilhões, assinado há aproximadamente um ano. Representa o 23º acordo entre a Argentina e o FMI, refletindo os desafios persistentes do país em alcançar estabilidade fiscal e evitar crises econômicas.

O FMI destacou que o governo de Javier Milei ganhou força política nos últimos meses, impulsionando avanços no controle da inflação e no gerenciamento da taxa de câmbio.

Esses avanços permitiram à Argentina recompor suas reservas internacionais, que servem como proteção para o pagamento de dívidas e garantia da estabilidade econômica.

Dados recentes revelam que o Banco Central argentino adquiriu mais de US$ 5,5 bilhões em dólares em 2026. Apesar disso, as reservas permanecem baixas devido ao uso contínuo para quitar débitos.

Além do novo repasse de US$ 1 bilhão, a Argentina já recebeu US$ 12 bilhões em 2025, totalizando um apoio de cerca de US$ 42 bilhões de organismos multilaterais. O governo implementou mudanças no regime cambial, permitindo maior oscilação do dólar, facilitando importações e transferências de lucros.

A capacidade argentina de fortalecer suas reservas e manter a confiança dos mercados será crucial para o sucesso dessas iniciativas. A inflação, que apresentou sinais de recuo em 2024, voltou a acelerar em 2025, atingindo 3,4% em março, superior ao 2,9% de fevereiro.

No acumulado de 12 meses, a inflação desacelerou para 32,6%, com o aumento concentrado em setores como educação, transporte, energia, habitação e alimentos.

O governo argentino almeja reduzir a inflação abaixo de 2% ao mês, considerado essencial para aprofundar a flexibilização cambial e consolidar a retomada econômica. O FMI e investidores monitoram de perto a sustentabilidade das medidas e o futuro das finanças argentinas.

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