O filme “Dark Horse”, uma produção focada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enfrenta uma complexa teia de financiamento que se desdobrou em diversas revelações. Segundo a Gazeta do Povo, o banqueiro Daniel Vorcaro, já responsável pelo Banco Master, contribuiu com mais de 90% dos recursos destinados à obra.
O orçamento total projetado para o longa-metragem alcançava US$ 13 milhões, o equivalente a R$ 65,7 milhões, conforme divulgado pela empresária Karina Ferreira da Gama, diretora da produtora GoUp. A equipe de filmagem estava na fase de pós-produção, com atividades de efeitos especiais e sonorização ainda em andamento, exigindo um valor adicional para a conclusão do projeto.
Flávio Bolsonaro admitiu, em entrevista à Band, que visitou Vorcaro logo após a saída do banqueiro da prisão em novembro de 2023, buscando formalizar um encerramento ao contrato do filme. Em seguida, o senador se reuniu com outros membros do PL para explicar as mensagens trocadas com Vorcaro, relacionadas ao financiamento da produção. As investigações revelaram que Vorcaro destinou R$ 61 milhões para o projeto, um valor superior ao acordado inicialmente.
A situação se complicou com declarações divergentes. Inicialmente, o deputado Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo do filme, negava qualquer envolvimento de Vorcaro. Posteriormente, Frias admitiu uma “diferença de interpretação” sobre a origem dos investimentos, mas em outro momento, reconheceu o banqueiro como investidor e patrocinador do filme. A produtora GoUp esclareceu que nunca recebeu diretamente recursos de Vorcaro ou de empresas vinculadas a ele, e que todos os valores foram provenientes do fundo Heavengate, administrado pelo advogado Paulo Calixto, aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).









