O governo do Distrito Federal mobilizou R$ 1,017 bilhão em um esforço para amenizar a crise no Banco de Brasília (BRB), utilizando uma estratégia de securitização de dívidas ativas. A iniciativa, conforme detalhado pela Revista Oeste, visa injetar capital na instituição financeira estadual, que enfrenta graves problemas de solvência.
A securitização envolve a conversão de débitos fiscais, atrasados por cidadãos e empresas, em títulos negociáveis no mercado financeiro. O GDF vendeu esses títulos, garantindo recebimento imediato do valor, em vez de aguardar o pagamento dos devedores. Instituições financeiras privadas adquiriram esses títulos com um desconto, buscando obter retorno sobre o investimento.
Segundo a Revista Oeste, o plano original previa um aporte de R$ 6,6 bilhões através de um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos. No entanto, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não acionou o Tesouro Nacional para obter a garantia necessária, adiando a operação. O BTG Pactual adquiriu a primeira parte das dívidas, e o governo espera arrecadar um total de R$ 4 bilhões até o final da semana, com a colaboração da gestora Quadra Capital.
Diante do cenário, o governo do Distrito Federal contempla a securitização como medida contábil definitiva. Caso as tentativas de obter financiamento bancário não sejam bem-sucedidas, o GDF pretende utilizar os recursos para recompor o patrimônio do Banco de Brasília e, consequentemente, encerrar a supervisão do Banco Central sobre a instituição.









