A pressão sindical na tramitação do fim da 6×1 na Câmara dos Deputados tem sido consideravelmente desproporcional em relação à representação do setor empresarial, segundo apurações recentes.
De acordo com a Revista Oeste, sindicalistas foram convocados para 71 audiências públicas e seminários relacionados à proposta, enquanto entidades empresariais participaram de apenas 36. Essa disparidade, que corresponde a uma relação de dois trabalhadores por cada empresário ouvido, demonstra um foco específico na defesa dos interesses das categorias.
A comissão que analisa o fim da jornada de trabalho, liderada pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), iniciou suas reuniões em 5 de maio. O parlamentar apresentará o relatório final nesta segunda-feira, 25, com a expectativa de que a votação ocorra no mesmo dia. Caso a aprovação seja alcançada, o texto seguirá para a análise do plenário da Câmara até o final da semana corrente.
O estudo revela que apenas oito especialistas ou pesquisadores, vinculados a órgãos técnicos, foram convidados a apresentar análises sobre os potenciais impactos macroeconômicos da medida. Essa participação, que representa apenas 6% de todos os convidados, sugere uma inclinação da comissão em direção a perspectivas que favoreçam a redução da jornada de trabalho semanal. A Revista Oeste apontou, em sua reportagem, que “Por que os gringos estão saindo da B3?”, publicada na Edição 323.









