Reprodução/TV Globo

A Polícia Federal (PF) investiga um possível esquema envolvendo o coordenador de campanha de um ex-secretário de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro e um líder do Comando Vermelho. A apuração, que se estendeu de maio a agosto de 2025, revelou uma articulação para uma possível nomeação que envolvia o criminoso Índio do Lixão.

De acordo com a Revista Oeste, as interceptações de mensagens entre Marcos José Menezes, o coordenador de campanha do então Secretário Gutemberg Fonseca, e Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, conhecido como Dudu, ex-assessor da TH Joias, apontam para uma tentativa de inserção de um membro do CV em cargos públicos. Segundo a investigação, Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão do Comando Vermelho, solicitava a nomeação por meio de Dudu.

A dinâmica das trocas de mensagens, como apurou a Revista Oeste, demonstra uma preocupação crescente do traficante com o andamento da indicação. Índio do Lixão pressionava por uma resposta, exigindo que a nomeação fosse concretizada, enquanto Dudu atuava como intermediário, buscando informações e facilitando o contato entre os envolvidos. Uma das conversas, envolvendo Gutemberg Fonseca, Marcos José Menezes e Dudu, teria ocorrido na sede do Procon, conforme divulgado pela PF.

Ainda que não haja confirmação de que a nomeação tenha efetivamente ocorrido, a série de mensagens trocadas entre Índio do Lixão e Marcos José Menezes, incluindo uma conversa de seis minutos no dia 26 de agosto de 2025, reforça a suspeita de uma ligação direta entre figuras ligadas ao poder público e um dos principais líderes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Gutemberg Fonseca negou qualquer envolvimento com o criminoso e afirmou desconhecer os pedidos feitos ao coordenador de campanha.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta