O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, intensificou a pressão sobre o governo federal e os governadores da Amazônia Legal, concedendo um prazo de dez dias para a apresentação de um plano abrangente de prevenção de queimadas. A medida surge em decorrência da previsão de um El Niño com potencial para exacerbar as condições climáticas já adversas da região.
Segundo a Revista Oeste, as projeções indicam que a intensidade do fenômeno climático poderá ultrapassar os níveis observados em 2023, elevando as temperaturas para patamares ainda mais elevados. Essa situação agrava a vulnerabilidade das áreas da Amazônia Legal que historicamente sofrem com a seca, aumentando o risco de incêndios florestais, especialmente no segundo semestre de 2026.
De acordo com a Revista Oeste, o ministro Dino citou uma análise técnica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que detalha os impactos esperados do El Niño na região. A análise, que considera a combinação de seca prolongada, temperaturas em ascensão e a consequente redução da umidade do ar, aponta para um aumento significativo nos riscos de incêndios florestais.
O ministro, relator de uma ação de descumprimento de preceito fundamental no Supremo Tribunal Federal, exige que os governos detalhem as ações de planejamento e preparação que serão implementadas diante das projeções de aumento drástico nos riscos de incêndios, especialmente no período entre junho e dezembro de 2026.









