O silêncio pairava sobre Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, um silêncio pesado, quebrado apenas pelo crepitar das chamas que consumiram a Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes. A estrutura centenária, um pilar da história e fé da região, jaz agora em ruínas, vítima de um incêndio devastador que chocou a comunidade.
Segundo a Revista Oeste, o telhado da igreja, palco do primeiro colapso, desabou completamente, engolindo o interior com fuligem e destroços. Bancos utilizados pelos fiéis foram reduzidos a pó, e a maior parte do mobiliário religioso desapareceu sob as labaredas. Apenas as paredes, o altar-mor importado da Itália, com seus três nichos, e a imagem de Jesus Cristo, o “Cristo Morto”, sobreviveram praticamente intactos, testemunhas silenciosas da tragédia.
O Frei Jadir Segala, responsável pela igreja, expressou seu profundo pesar, descrevendo a situação como “um arraso”. Em declaração ao portal g1, o religioso afirmou: “Estamos arrasados, sem saber o que fazer”, lamentando a perda do patrimônio histórico e religioso. Contudo, ressaltou que a fé permanece inabalável, e a preservação da imagem de Jesus Cristo é vista como um sinal de “um milagre de Deus”.
A imagem do Frei Salvador, um milagre da fé. A Revista Oeste apurou que bombeiros removeram a estátua do “Cristo Morto” da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, em Flores da Cunha — RS, após o incêndio destruir o telhado da igreja, um evento que gerou grande impacto nas redes sociais. A construção, iniciada em 1904 e concluída em 1914, ostentava o estilo gótico, sendo uma das mais antigas do estado, conforme informações da Secretaria de Turismo do município. A torre campanário, com seus 55 metros, adicionava um elemento arquitetônico significativo à paisagem local, com a tradição anual da procissão de Corpus Christi sendo um marco da identidade da cidade.









