Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal iniciou uma nova etapa da Operação Sem Desconto, com o objetivo de desmantelar uma fraude bilionária contra aposentados e pensionistas do INSS. A ação, que envolveu 31 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares, visa apurar crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário e dilapidação de recursos públicos.

Segundo a Gazeta do Povo, a investigação se concentra em pelo menos seis entidades associativas, que operaram entre 2019 e 2024, período em que fraudaram o sistema de benefícios do INSS. A ação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, demonstra a persistência de irregularidades, mesmo durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A operação surge pouco mais de um ano após a primeira fase da Operação Sem Desconto, que revelou um esquema de cobrança de mensalidades associativas irregulares para aposentados e pensionistas. A fraude envolvia a assinatura de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com entidades que ofereciam serviços indevidos, sem a autorização dos beneficiários, resultando em prejuízos de R$ 6,3 bilhões.

A Complexa Operação de Fraudes no INSS (COFI), instalada no Congresso Nacional, identificou um crescimento alarmante nos descontos associativos, elevando-se de R$ 361 milhões em 2015 para R$ 3,5 bilhões em 2024. Esse aumento exponencial, acompanhado da demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, por envolvimento com propinas, expõe a gravidade do problema e a necessidade de responsabilização dos envolvidos.

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