Reprodução/TV Globo

A Polícia Federal (PF) aponta, com evidências robustas, o envolvimento direto do Banco de Brasília (BRB) em um esquema de fraudes bilionárias, orquestrado pelo Banco Master e pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a investigação, o BRB não se limitou a ser uma vítima, mas sim, ativamente, comprou carteiras falsas, operando com total desrespeito às normas e regulamentações financeiras.

De acordo com a Revista Oeste, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça recebeu um relatório sigiloso da PF em abril de 2025, justificando o pedido de prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A acusação formaliza que Costa aceitou propina no valor de R$ 146 milhões em forma de bens. Essa situação expõe uma grave falha de conduta e a possível corrupção em alto escalão.

A PF reuniu um conjunto de provas irrefutáveis, incluindo depoimentos de altos funcionários, anotações, documentos apreendidos e registros de celulares dos envolvidos. O relatório detalha que o BRB possuía conhecimento das fraudes desde o início das transações em meados de 2024, mas, de maneira deliberada, continuou as operações, demonstrando uma completa falta de ética e responsabilidade.

O ex-diretor jurídico Jaques Maurício Ferreira Veloso relatou que, a partir de março de 2025, ele recomendou que as compras fossem submetidas ao Conselho de Administração do BRB, o que não ocorreu. Além disso, a diretoria colegiada, dominada por aliados de Costa, centralizava as decisões e recebia a documentação apenas no dia da votação, em um cenário de pressão e decisões precipitadas que comprometeram a segurança financeira do banco.

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