O governo Lula inicia 2026 com uma herança fiscal alarmante, construída sobre um discurso de responsabilidade que se distancia cada vez mais da realidade econômica do país. O descompasso entre a promessa de controle fiscal e a expansão desenfreada de programas sociais e benefícios representa um risco considerável para a estabilidade da economia brasileira.
Segundo a O Antagonista, uma análise da Lev Intelligence revela um rombo fiscal que pode ultrapassar os 150 bilhões de reais, impulsionado por um pacote de estímulos que envolve renúncias tributárias, crédito direcionado, subsídios em setores estratégicos e programas sociais de grande amplitude. A expansão da faixa de isenção do Imposto de Renda, a continuidade do crédito consignado, a expansão do programa Minha Casa Minha Vida e a renegociação de dívidas através do Desenrola, por exemplo, contribuem para um cenário de gastos excessivos.
A manipulação da Lei Orçamentária Anual (LOA) agrava ainda mais a situação. O relatório aponta um superávit primário contábil de 34 bilhões de reais, uma cifra artificial que se desfaz ao incluir os precatórios, somando um déficit de aproximadamente 23 bilhões de reais. Esse jogo de números, cuidadosamente orquestrado, permite ao governo mascarar a verdadeira extensão da dívida pública, que projeta atingir 86% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027.
A política econômica do governo, combinada com o cenário internacional, ameaça o país com uma dívida pública elevada, um orçamento apertado e pouca margem para manobrar. A Selic, mantida em um patamar elevado de 14,50%, encontra-se limitada em sua capacidade de conter a inflação, enquanto o aumento do conflito no Oriente Médio e a alta do preço do petróleo, intensificam a pressão sobre a economia brasileira.









