A Polícia Federal desmantelou uma complexa rede de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS, apreendendo maços de dinheiro em uma nova fase da Operação Sem Desconto.
Em uma ação coordenada, a PF executou 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, com a autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. A investigação foca em entidades que cobravam mensalidades indevidas de aposentados e pensionistas, explorando uma brecha na legislação previdenciária.
Segundo a PF, o esquema envolvia três núcleos de atuação, localizados em São Paulo, Brasília e Guaranhuns (PE). As investigações revelam a atuação de responsáveis por entidades como a União Brasileira de Aposentados da Previdência e a Associação de Benefícios e Previdência, além de servidores e ex-servidores do INSS, incluindo a Associação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas da Nação.
Como apurou a Revista Oeste, os investigados tentavam se livrar de bens para evitar bloqueios judiciais, indicando uma movimentação financeira para encobrir a fraude. O objetivo das medidas cautelares é preservar o patrimônio que poderá ser usado para ressarcir as vítimas desse desvio de recursos que atingiu aproximadamente R$ 6,3 bilhões.
Sindicatos e associações de aposentados teriam desviado esses recursos, atuando sob acordos de cooperação técnica com o INSS, oferecendo serviços como assistência jurídica, academias e planos de saúde, embora a Controladoria-Geral da União (CGU) tenha apontado que muitas dessas entidades não possuíam a estrutura para oferecer os benefícios prometidos. A descoberta desses descontos indevidos, que foram identificados após aposentados consultarem seus extratos de pagamento, reacriou o escândalo que ganhou destaque nacional em abril do ano passado.









