Marcos Corrêa/PR/Wikimedia Commons

A postura confrontacional de Romeu Zema tem provocado uma crise interna no Novo, elevando a possibilidade de que o ex-governador mineiro abandone a disputa pela presidência em 2026. Lideranças da sigla, insatisfeitas com as constantes críticas direcionadas a Flávio Bolsonaro, consideram a retirada de Zema da corrida como a melhor opção para preservar as chances do partido.

Segundo apurou a Revista Oeste, a situação se intensificou após a divulgação de um vídeo em que Zema atacava diretamente o senador, acentuando um clima de isolamento político do ex-governador. A ala conservadora do Novo enxerga nas agressões a Flávio um risco iminente para as alianças estratégicas que o partido buscava construir com o PL, prejudicando também o apoio do eleitorado bolsonarista, fundamental para o cumprimento da cláusula de barreira.

A crise se aprofundou com a criação de uma enquete informal entre membros do Novo, que demonstrou resultados desfavoráveis ao ex-governador, evidenciando o desgaste da imagem de Zema e a perda de apoio interno. A avaliação é que o posicionamento agressivo do ex-governador, transformando Flávio em alvo constante de críticas, compromete a estratégia do Novo de ampliar suas alianças à direita em preparação para as eleições de 2026.

Diante do cenário, a ala conservadora do Novo tem defendido que Zema abandone a disputa presidencial antes da convenção partidária. Alternativas como uma candidatura ao Senado ou uma disputa pela Câmara dos Deputados têm sido discutidas, embora existam dúvidas jurídicas sobre os gastos já realizados pelo ex-governador durante a pré-campanha presidencial, principalmente em relação ao teto de gastos eleitorais.

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