O presidente Lula defendeu, nesta quarta-feira (27), a priorização da produção nacional na Petrobras, argumentando que a estatal deveria investir em equipamentos fabricados no Brasil, em vez de optar por opções mais baratas importadas. Em Manaus, durante o anúncio de um investimento de R$ 2,8 bilhões na Amazônia, o petista enfatizou que o Brasil possui a capacidade técnica e os recursos necessários para produzir os equipamentos que a Petrobras necessita, criticando a dependência de fornecedores externos.
De acordo com a Gazeta do Povo, o programa de investimentos, que inclui a ampliação da produção de gás natural e a fabricação de 18 barcaças para transporte de combustíveis, totaliza R$ 2,8 bilhões a serem aplicados até 2030. A iniciativa visa renovar a frota da Transpetro e fortalecer a soberania nacional, conforme o próprio Lula defendeu, ressaltando que a empresa deve “brigar” com outros mercados e não simplesmente importar produtos.
A defesa pela produção interna ganhou força no governo após as ações do ex-presidente Donald Trump, que impôs tarifas e sanções a membros do governo brasileiro, incluindo o ministro Alexandre de Moraes do STF, em decorrência da condução da investigação sobre supostas tentativas de golpe de Estado. A crítica de Lula a Trump, que se manifestou durante o evento em Manaus, ecoou a preocupação com a interferência externa e a busca por autonomia estratégica.
O petista também voltou seu discurso contra a “elite” brasileira que, segundo ele, historicamente se opôs a investimentos em uma petroleira nacional, e criticou a privatização da antiga estatal de distribuição de botijão de gás, a Liquigás, e da BR Distribuidora, questionando os benefícios obtidos com a privatização. Além disso, Lula retomou as críticas à privatização da Eletrobras, mencionando a “bacia das almas” e o esforço de reverter a venda, que culminou em uma alteração e ampliação da composição do conselho de administração.









