Martin de Luca, advogado envolvido no caso da Trump Media contra Alexandre de Moraes, intensificou sua crítica ao governo Lula, apontando para uma grave distorção da realidade ao classificar facções criminosas brasileiras como “terroristas”. Em suas postagens no X, o jurista americano expôs a extensão do alcance global do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC), acusando o petista de ignorar a verdadeira natureza da ameaça.
De acordo com a Gazeta do Povo, Martin de Luca detalhou a atuação das organizações criminosas, descrevendo-as como “poderes globais” que controlam territórios, aterrorizam a população, comandam redes prisionais e movimentam drogas em escala industrial, projetando violência por todo o mundo. O advogado ressaltou que a corrupção desses grupos se estende aos mais altos escalões das instituições brasileiras, representando uma grave crise de segurança não apenas no Brasil, mas em toda a região e no planeta.
A declaração do jurista americano ganhou força com o anúncio do Departamento de Estado dos EUA, feito em 28 de maio, que classificou o PCC e o CV como organizações terroristas, a partir de 5 de junho. O secretário de Estado Marco Rubio enfatizou que essas são duas das “organizações criminosas mais violentas do Brasil”, demonstrando a preocupação do governo americano com a escalada da criminalidade e a possível influência desses grupos em outros países.
Martin de Luca fundamentou sua argumentação com dados do The Wall Street Journal e do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), que evidenciam a abrangência das operações do PCC, que se tornou uma das maiores potências mundiais do tráfico de cocaína, atuando em quase 30 países com conexões diretas com produtores na Colômbia, Peru e Bolívia. O Comando Vermelho, segundo o advogado, também opera em oito países da América do Sul, controlando rotas estratégicas de tráfico e fornecendo logística para remessas internacionais de drogas para a Europa e a África.









