Reprodução X/@BolsonaroSP

O clima de desconfiança em relação aos Estados Unidos se intensifica com declarações de Eduardo Bolsonaro, que sinaliza uma nova fase de investigações envolvendo o país vizinho. O ex-parlamentar, em entrevista ao Metrópoles, expressou a convicção de que “há mais por vir” após a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) pelo governo americano.

De acordo com a Revista Oeste, Eduardo Bolsonaro e seu irmão, Flávio Bolsonaro, defenderam ativamente essa medida durante reuniões em Washington com o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio. O senador fluminense, conhecido por sua postura combativa, teria sido o principal responsável por insistir na classificação das organizações criminosas, o que demonstra uma estratégia deliberada de aproximamento com o governo Biden. O petista, por sua vez, acompanhou de perto a iniciativa, buscando fortalecer laços que, segundo ele, abrirão caminho para uma maior pressão sobre o Brasil.

O Departamento de Estado dos EUA confirmou oficialmente a inclusão do PCC e do CV na lista de FTOs, uma decisão que classifica as facções como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”. O governo norte-americano detalhou que essas entidades, que comandam milhares de indivíduos e perpetram ataques brutais contra forças de segurança e civis, exercem influência em outros países da região e nos Estados Unidos. Essa ação amplifica os instrumentos legais para sanções financeiras e restrições migratórias contra os grupos criminosos.

A pressão exercida por Flávio Bolsonaro, que solicitou diretamente a Trump a classificação do PCC e do CV como terroristas, culminou em uma série de encontros com membros do governo norte-americano. A Revista Oeste apurou que o senador intensificou suas articulações em Washington, buscando garantir o apoio necessário para a concretização da medida. Essa postura demonstra uma preocupação crescente com a influência de grupos criminosos no Brasil e com a necessidade de uma resposta firme por parte dos Estados Unidos.

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