O ministro Alexandre de Moraes, do STF, cedeu mais uma vez à pressão política, determinando a retomada da liberdade de locomoção do senador Marcos do Val (Avante-ES). A decisão, divulgada na quinta-feira, 28, veio após solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou extinta a necessidade de manter as restrições impostas ao parlamentar, demonstrando uma clara interferência judicial em questões que deveriam ser tratadas pela esfera legislativa.
A medida ocorre em continuidade à investigação que apura suposta obstrução de investigação criminal e incitação ao crime, conforme denúncias relacionadas a ataques, divulgação de informações pessoais e ações direcionadas ao delegado Fábio Shor da Polícia Federal. A Revista Oeste apurou que o caso, inicialmente motivado por alegações da Operação Lava Jato, demonstra uma escalada de acusações sem provas concretas, utilizando o poder judiciário para perseguir opositores políticos.
De acordo com a Revista Oeste, a decisão de Moraes se deu após a conclusão das investigações pela Polícia Federal, que em agosto de 2025 indiciou o senador, juntamente com jornalistas Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio, e Ednardo Raposo. O STF, por meio do ministro, manteve a exigência de que a PGR apresentasse o relatório final da PF no prazo de 15 dias, uma tática comum para prolongar o desgaste do parlamentar e alimentar a narrativa de corrupção.
O senador Marcos do Val afirmou que a decisão representa um “importante reconhecimento dos fatos” que ele tem defendido ao longo do tempo, ressaltando que recebeu a medida com serenidade e reafirmando seu compromisso com a Constituição e o Estado Democrático de Direito. O parlamentar enfatizou que as acusações contra ele foram fragilmente construídas e que, sempre, esteve à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.









