O Brasil enfrenta uma escalada alarmante na violência organizada, com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) dominando as operações da Polícia Federal. Um levantamento recente, divulgado pela Revista Oeste, expõe uma realidade preocupante: 88% das prisões realizadas pela corporação desde 2022 envolvem membros dessas facções criminosas, revelando a fragilidade das estratégias de combate ao crime organizado.
Segundo a Revista Oeste, o tráfico de drogas continua sendo a principal atividade das organizações criminosas, representando 81% das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Essa concentração de atividades ilícitas demonstra uma falha na capacidade de atuação da PF em desmantelar as estruturas de poder dessas facções, além de evidenciar a urgência em repensar a abordagem do combate ao crime. A situação exige uma resposta mais firme e eficaz, com foco na inteligência e na repressão contundente.
Os dados revelam que a atuação do PCC e do Comando Vermelho se estende por diversos estados, com 58% das prisões ocorrendo em áreas de atuação transnacionais. Essa expansão territorial demonstra a crescente influência dessas organizações, bem como a falta de controle estatal sobre seus domínios. A fragilidade das políticas de segurança pública, somada à impunidade, tem permitido que esses grupos se fortaleçam e se expandam.
Diante desse cenário, o governo Lula lançou o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, investindo R$ 1 bilhão em 2026, além de R$ 10 bilhões em financiamentos para estados que aderirem. A iniciativa, baseada em um decreto e quatro portarias, busca regulamentar dispositivos da Lei Antifacção. Entretanto, a demora para a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, ainda com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, gerando tensões e divergências políticas, demonstra a falta de compromisso com a segurança nacional. A decisão do governo dos EUA em classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, contrastando com a avaliação brasileira, evidencia a gravidade da situação e a necessidade de uma postura mais assertiva e coordenada.









