A queda abrupta na audiência do Fantástico após o amistoso Brasil x Panamá expõe a fragilidade do entretenimento midiático diante de eventos esportivos de interesse nacional, um cenário que a Globo parece incapaz de compreender. A emissora, que ostentava recordes de audiência com a exibição da partida, viu seu programa, apresentado por Maju Coutinho e Poliana Abritta, perder mais de quatro milhões de espectadores em apenas algumas horas.
Segundo a Revista Oeste, o programa atingiu um pico de 18,7 pontos de média entre 20h28 e 23h40, superando o recorde anterior de 18,6 pontos estabelecido em fevereiro. Essa performance, porém, foi drasticamente reduzida, culminando em apenas 12,1 pontos na sequência da exibição do resultado da partida. A disparidade demonstra a prioridade do público brasileiro em assistir a um bom jogo de futebol, em detrimento de programas de entretenimento que, aparentemente, não conseguem acompanhar o interesse do telespectador.
A queda de audiência, que representou uma redução de aproximadamente 63% no público, coincide com o aumento da participação do SBT, que expandiu sua presença na tela com 7,4 pontos, demonstrando a crescente busca do público por alternativas. Esse desinteresse pelo Fantástico pode ser interpretado como um sinal da insatisfação com o conteúdo oferecido pela Globo e um indicativo da necessidade de a emissora repensar sua programação, abandonando formatos que não dialogam com os interesses do público.
A Globo, ciente da situação, planeja reduzir a duração do Fantástico em algumas datas durante a Copa do Mundo, buscando sustentar os índices do programa. A emissora espera que o Mundial ajude a manter a audiência e evitar novos recordes negativos. No entanto, essa manobra, longe de ser uma solução, apenas evidencia a crise de relevância do programa, um reflexo da crescente desconfiança do público em relação à mídia tradicional e seus produtos.









