Fellipe Sampaio/STF

O “Gilmarpalooza”, fórum promovido pelo ministro Gilmar Mendes no 14º edição em Lisboa, exibe um quadro preocupante: esvaziamento de figuras de destaque em comparação ao ano anterior. Segundo a Gazeta do Povo, o evento, que se autodeclara puramente acadêmico sobre questões relevantes, sofre com a investigação do Banco Master, a qual o decano do STF inicialmente minimizou.

A redução na participação de ministros do STF, governadores e membros do governo Lula é notável. Em 2025, cinco ministros da Corte compareceram, incluindo André Mendonça, atual relator do caso. Este ano, apenas Gilmar e Alexandre de Moraes confirmaram presença, com Flávio Dino cancelando sua participação por um incidente doméstico. A situação, já complexa, exacerbou a crise no Supremo, com a saída de Dias Toffoli da relatoria do inquérito após a Polícia Federal encontrar menções ao ministro no celular de Daniel Vorcaro.

O caso Master gerou consequências diretas, como a aprovação de um Código de Ética para os membros do STF pelo presidente Edson Fachin, em resposta à crescente controvérsia. A questão envolvendo o escritório da família de Alexandre de Moraes, que firmou um contrato de R$ 129 milhões com o Master, intensificou a desconfiança. A presença de figuras como o então indicado pelo governo Lula, Messias, rejeitado pelo Senado, e o novo ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, demonstra uma clara mudança na dinâmica do evento.

Apesar da redução de autoridades, a participação de parlamentares, inclusive o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de investigação pela Polícia Federal, e o número de representantes do STJ e dos governadores, revelam uma resistência à tendência de esvaziamento. Gilmar Mendes enfatizou a relevância da regulação das plataformas e da inteligência artificial, destacando que essa é uma questão crucial para a preservação do regime democrático.

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