A jornalista Grace Abdou, da Record, foi considerada culpada por agressão física e verbal contra um advogado, um caso que expõe a crescente intolerância e o uso indevido do poder jornalístico. O ocorrido, registrado em março de 2024 no Departamento de Investigações Criminais de São Paulo, levanta sérias questões sobre a responsabilidade das emissoras e a liberdade de atuação da imprensa.
Segundo a Revista Oeste, o incidente se originou com a repórter demonstrando insatisfação com o advogado aparecendo em uma gravação realizada no local. O profissional do direito, que havia estacionado sua motocicleta em uma vaga reservada à Ordem dos Advogados do Brasil, então foi alvo de ofensas verbais, incluindo as graves acusações de “vai se f*der” e “você é um advogado de porta de cadeia”, conforme detalha a ação judicial. O advogado, em reação à situação, decidiu registrar a discussão com o celular, buscando evidências das condutas abusivas.
A situação se agravou quando Grace Abdou, de acordo com o processo, atingiu a mão do jurista duas vezes com um microfone, impedindo a gravação. O autor da ação, como apurou a Revista Oeste, permaneceu afastado de suas atividades profissionais por cinco dias devido às lesões sofridas. A Record, tentando se distanciar do ocorrido, alegou que a jornalista agiu isoladamente e que o desentendimento foi uma divergência pessoal, sem participação da emissora. A empresa tentou, sem sucesso, evitar qualquer responsabilidade pela conduta de sua repórter.
A juíza Paula Velloso Ferreri rejeitou as alegações da emissora, baseando sua decisão em uma gravação que comprovou a agressão verbal e física cometida pela jornalista. A magistrada enfatizou que Grace Abdou, no exercício de suas funções como repórter, utilizou linguagem ofensiva e desferiu golpes físicos com o microfone, demonstrando uma conduta gravíssima e desrespeitosa. A decisão judicial demonstra a necessidade de limites claros para a atuação da imprensa e a importância da responsabilização por atos de violência e abuso de poder.









