A deputada Gleisi Hoffmann (PT) atribuiu a responsabilidade pelo potencial aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos a Eduardo Bolsonaro, acusando-o de articular-se nos EUA para prejudicar o Brasil. A ex-ministra expressou sua indignação em postagens nas redes sociais, apontando para o que ela considera uma agressão econômica.
Segundo a O Antagonista, Gleisi Hoffmann argumenta que as tarifas de 25% propostas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA são resultado direto das ações de Eduardo Bolsonaro, buscando, segundo ela, proteger empresas de pagamento eletrônico nacionais, em particular o PIX, de concorrentes americanos. A parlamentar classificou o comportamento de Eduardo como traição à pátria e ao povo brasileiro, recusando qualquer concessão em relação ao PIX.
A justificativa da USTR, que propôs as tarifas, se baseia na alegação de que políticas brasileiras favorecem empresas nacionais de pagamento eletrônico em detrimento de concorrentes estrangeiros. A medida se enquadra na seção 301 da Lei de Comércio de 1974, utilizada para abordar preocupações comerciais antigas e generalizadas dos EUA. A lista de problemas levantada pela USTR inclui questões como o comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas consideradas injustas, políticas de combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
O embaixador Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, afirmou que a investigação foi iniciada a pedido do ex-presidente Donald Trump para abordar preocupações sobre políticas comerciais brasileiras. Apesar das divergências substanciais com o governo Lula, Greer enfatizou que houve reuniões construtivas e intensificadas nas últimas semanas. A situação expõe, mais uma vez, a postura do governo americano em relação a questões comerciais, gerando tensões e questionamentos sobre a autonomia da política externa brasileira.









