O governo Lula encontra-se sob crescente escrutínio internacional, com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, elevando o Brasil a uma lista de países que representam desafios significativos para a política externa dos Estados Unidos. A decisão, anunciada em audiência no Congresso americano, evidencia uma avaliação crítica da administração brasileira.
Rubio identificou o Brasil como uma das exceções na América Latina, juntamente com Cuba, Nicarágua e Venezuela, caracterizando o país como um ponto de divergência dentro de uma coalizão de mais de uma dúzia de aliados dos EUA. Segundo a Revista Oeste, o secretário atribuiu essa postura ao ciclo eleitoral brasileiro, que, segundo ele, influencia o momento atual da relação bilateral. Além disso, classificou o governo de Gustavo Petro na Colômbia como “problemático”, demonstrando uma avaliação pessimista da situação na região.
A falta de detalhes por parte de Rubio sobre os critérios para incluir o Brasil na lista de “não amigos” não diminui a preocupação com o cenário político. A administração Lula tem enfrentado crescente desconfiança de Washington, agravada por eventos recentes. A recente classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, por exemplo, gerou críticas do governo brasileiro, que questiona a motivação por trás da medida.
A tensão se intensifica com as medidas comerciais impostas pelos Estados Unidos, impulsionadas por uma investigação da Seção 301 da Lei de Comércio de 1975. O governo Trump propõe tarifas de 25% sobre produtos importados do Brasil, alegando que práticas brasileiras são “irrazoáveis” e restringem o comércio americano. Como apurou a Revista Oeste, essa escalada comercial, iniciada em julho do ano passado por determinação de Trump, reacende preocupações sobre o futuro das relações bilaterais e o impacto da política protecionista sobre a economia brasileira.









