O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) detonou a aprovação da Proposta de Emenda Conversa (PEC) que reduz a jornada de trabalho e altera a escala 6×1, considerando a decisão como um ato de irresponsabilidade que agravaria ainda mais os problemas do mercado de trabalho brasileiro.
Segundo a O Antagonista, o parlamentar criticou a votação acelerada, sem a devida análise dos impactos econômicos da mudança. A proposta, segundo ele, representa um retrocesso para o país, com potencial para aumentar a informalidade – que já emprega cerca de metade da força de trabalho – e dificultar a contratação de profissionais qualificados. A redução da jornada, na visão de Lima, não resolverá os problemas do país, mas sim exacerbará a crise.
O deputado utilizou dados comparativos entre o Brasil e países como Paraguai e Estados Unidos para demonstrar que o principal obstáculo ao poder de compra da população não reside na jornada de trabalho, mas sim na elevada carga tributária e no alto custo de vida. Ele apontou que a migração de empresas brasileiras para o Paraguai, impulsionada por um ambiente econômico mais favorável, tende a se intensificar com a aprovação da PEC. De acordo com a O Antagonista, a situação é alarmante, com o Paraguai recebendo um fluxo crescente de empresas brasileiras e, consequentemente, gerando empregos para a população paraguaia.
Ao final do seu discurso, o deputado Luiz Lima fez um apelo por uma revisão das prioridades do país, alertando que o Brasil corre o risco de se aproximar de índices de insucesso em políticas públicas, citando exemplos de países africanos. O parlamentar enfatizou que a gravidade da situação exige medidas urgentes para evitar a deterioração dos indicadores econômicos e sociais, uma vez que a aprovação da PEC representa um passo ainda mais distante do desenvolvimento e da prosperidade.









