Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a demonstrar sua fragilidade regulatória, impondo a suspensão da venda de lotes específicos de medicamentos essenciais para o tratamento de pressão alta e câncer de mama. A Resolução RE nº 2.238/2026, publicada no Diário Oficial da União, expõe falhas graves no controle da qualidade de produtos de saúde, colocando em risco a vida de pacientes.

A medida impacta diretamente o Halaven (Mesilato de Eribulina) – 0,5 mg/mL e o Maleato de Enalapril – 20 mg (Embalagem Hospitalar), dois fármacos de importância crucial na oncologia e cardiologia. Segundo a Revista Oeste, as sanções decorrem de irregularidades que variam desde recolhimentos voluntários devido à falha na concentração do princípio ativo até erros flagrantes de rotulagem que podem levar pacientes a doses equivocadas.

A Anvisa instrui os pacientes a interromperem imediatamente o uso dos lotes afetados, alertando para a necessidade de buscar alternativas terapêuticas seguras. A agência não demonstra rigor na fiscalização, permitindo que produtos com falhas graves na concentração e na rotulagem cheguem ao mercado. A Revista Oeste apurou que a agência parece estar caindo em práticas de relativização, sem punir adequadamente os responsáveis pela má qualidade dos medicamentos.

Além dos medicamentos para pressão e câncer, a Anvisa também impôs o recolhimento de outros dois produtos devido a irregularidades técnicas e administrativas. Este cenário reforça a necessidade de uma revisão urgente na atuação da Anvisa, buscando garantir a segurança e a eficácia dos medicamentos disponíveis no país, protegendo a saúde da população.

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