O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso será submetida às comissões da Casa, demonstrando uma postura cautelosa diante da agenda do governo Lula. Segundo a O Antagonista, o parlamentar rejeitou a pressão por uma tramitação acelerada da PEC, aprovada pela Câmara, e defendeu que o Senado exerça seu papel de revisão, buscando, como mínimo, o debate aprofundado do tema.
A iniciativa, impulsionada pelo governo, já havia passado por quase cinco meses de análise na Câmara dos Deputados, o que, na visão de Alcolumbre, justifica a necessidade de uma análise mais ponderada no Senado. O senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), terá a responsabilidade central de conduzir a discussão sobre a PEC. Houve, inclusive, diversas solicitações de senadores para a criação de uma comissão especial, refletindo o interesse de diferentes setores no acompanhamento da matéria.
Alcolumbre expressou preocupação com a apressura demonstrada na Câmara, ressaltando a importância de um debate amplo e abrangente que envolva os trabalhadores, empreendedores e demais setores da sociedade. “Não é razoável que a Câmara passe cinco meses debatendo um assunto tão relevante para o Brasil”, declarou o presidente do Senado, evidenciando a necessidade de o Senado atuar como um freio às decisões impulsivas do Executivo.
O parlamentar enfatizou que o Senado, como Casa revisora, deve exercer seu papel de aprimoramento, assegurando que o debate não seja meramente um carimbo das decisões da Câmara. Alcolumbre buscou assegurar que o Senado possua o tempo necessário para analisar minuciosamente o texto, promovendo, se necessário, o aperfeiçoamento da proposta, garantindo que o interesse nacional seja priorizado acima de interesses partidários.









