O ministro André Mendonça intensificou a pressão sobre a Polícia Federal, exigindo resultados urgentes na Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A cobrança, feita em meio a crescentes suspeitas de irregularidades, demonstra a determinação do magistrado em expor a má conduta.
A solicitação formal de Mendonça se concentra na entrega dos produtos da quebra de sigilo judicial, incluindo os dados referentes à empresária Roberta Luchsinger, uma figura próxima a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”. A investigação da Revista Oeste aponta para um possível envolvimento direto do filho do presidente Lula no desvio de recursos do INSS.
Como apurou a Revista Oeste, a pressão do ministro se intensificou em meados de maio, após a transferência do inquérito da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). Essa mudança, que resultou na saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do caso, gerou questionamentos sobre possíveis manobras para dificultar o andamento da investigação.
Mendonça, informado da alteração por um advogado que atua no processo, mobilizou uma reunião com a Polícia Federal, solicitando um relatório detalhado sobre todos os alvos da operação. A corporação justificou a transferência do inquérito como uma medida burocrática, buscando maior eficiência nas apurações, mas a atitude do ministro evidencia a necessidade de transparência e agilidade na busca pela verdade.









