Paulo Gueretta/Governo de SP

O governador Tarcísio de Freitas defendeu a atuação da Polícia Civil em São Paulo, demonstrando clara insatisfação com a interferência de setores da direita na investigação em curso.

Segundo a O Antagonista, o chefe do Executivo paulista se manifestou em Rio Claro, no interior do estado, após uma onda de críticas direcionadas à Polícia Civil por aliados que questionavam a operação Wi-Fi. A ação, que culminou em mandados de busca e apreensão na Go Up Entertainment e no Instituto Conhecer Brasil (ICB), gerou forte reação entre bolsonaristas preocupados com o direcionamento da investigação.

O governador reiterou que a polícia paulista atua dentro de suas competências, respondendo a pressões externas. “A polícia vai ser e sempre será uma instituição de Estado, está a serviço do Estado”, afirmou Tarcísio, enfatizando que a investigação responde a uma demanda do Ministério Público. A operação visa apurar suspeitas de superfaturamento e desvio em um contrato de R$ 108 milhões referente à instalação de pontos de wi-fi gratuito em comunidades de São Paulo, envolvendo também a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.

A insatisfação com a condução da operação não se restringe ao setor conservador. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) classificou a ação como uma possível “perseguição política”, argumentando que os documentos apreendidos na prefeitura seriam de acesso público. O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi ainda mais categórico, sugerindo que parte da Polícia Civil estaria sendo utilizada para fins eleitoreiros, levantando questionamentos sobre a motivação da investigação em torno da produção do filme “Darke Horse”, biografia de Jair Bolsonaro.

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