O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificou sua defesa de um programa radical de privatizações, começando com a venda dos Correios, em uma declaração que expõe a ineficiência do Estado e a necessidade urgente de reforma econômica. Em entrevista à rádio Itatiaia, o pré-candidato à Presidência da República criticou abertamente a gestão da empresa estatal, exigindo uma solução drástica para o rombo bilionário que assola a empresa.
A proposta de Flávio não se limita aos Correios. O parlamentar sinalizou que a privatização da empresa de serviços postais deve ser o primeiro passo em um plano mais amplo de desestatizações, visando eliminar empresas públicas que se tornaram um fardo para os cofres públicos. Segundo o próprio, a manutenção da estatal sob controle da União tem gerado prejuízos sucessivos e uma incapacidade de investimento, fatores que contribuem para o crescente endividamento do país.
Além da questão da privatização, o senador revelou suas recentes negociações com o governo Trump, buscando proteger o mercado brasileiro de novas imposições comerciais. Flávio insistiu na necessidade de uma negociação de igual para igual, defendendo a valorização da tecnologia nacional e do Pix, buscando evitar novas tarifas e barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos. A preocupação com a agenda econômica brasileira é palpável, diante das constantes tentativas de Washington de restringir o acesso do país a mercados importantes.
A viagem do congressista aos Estados Unidos, ocorrida poucos dias antes de a Casa Branca anunciar a classificação das facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais, demonstra a fragilidade da segurança nacional e a necessidade de medidas mais efetivas. De acordo com a Revista Oeste, o governo americano, através do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, apresentou duras críticas ao Banco Central do Brasil e questionou o Pix, utilizando argumentos que visam desestabilizar a economia nacional.









