Reprodução/CNT

Metade das rodovias federais brasileiras representa um perigo iminente para os usuários, com capacidade demonstradamente insuficiente para evitar acidentes graves, segundo um estudo recente da Confederação Nacional do Transporte (CNT). A pesquisa, intitulada “Rodovias que Perdoam”, revela que um alarmante 50% da malha rodoviária nacional apresenta baixa performance em termos de segurança.

De acordo com a Revista Oeste, a análise de 2025 apontou que mais de 42 mil quilômetros de rodovias públicas oferecem pouca proteção aos motoristas e passageiros. Apenas 4,8% do total, equivalente a aproximadamente 4 mil quilômetros, atingem o chamado “Alto Índice de Perdão”, um indicador que mede a capacidade da via em minimizar as consequências de um acidente. Esse índice, que já havia apresentado queda em levantamentos anteriores, diminuiu ainda mais, agora situando-se em 6,2%.

O estudo demonstra disparidades preocupantes na qualidade da infraestrutura. Rodovias administradas por concessionárias privadas exibem resultados significativamente melhores, com 62% dos trechos analisados (18,67 mil km) alcançando o Alto Índice de Perdão. Em contraste, apenas 2,4% das rodovias privadas, totalizando cerca de 718 km, receberam a avaliação de desempenho mais baixo. A situação se agrava quando se considera a malha rodoviária sob gestão pública, onde 37,5% dos quase 43 mil km avaliados receberam a classificação de Baixo Índice de Perdão.

A análise da Revista Oeste destaca a urgência de investimentos em segurança viária, especialmente em rodovias de responsabilidade do governo. Fernanda Rezende, diretora-executiva da CNT, enfatizou que a qualidade da infraestrutura viária é diretamente proporcional à gravidade dos acidentes. A pesquisa não contabiliza o número de acidentes, mas sim a probabilidade de ocorrências resultarem em lesões graves ou fatalidades, um indicativo alarmante do estado atual das rodovias brasileiras.

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