O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou a colaborar com a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), entidade historicamente ligada ao PT e já alvo de investigações da Polícia Federal por descontos associativos ilegais e irregularidades na concessão de aposentadorias e pensões.
Em junho de 2026, após uma suspensão unilateral em abril de 2026, o INSS, sob a presidência de Ana Cristina Viana Silveira, retomou o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) nº 2/2022, que concede à Contag a possibilidade de atuar em serviços e operações junto aos beneficiários da Previdência Social. A decisão foi embasada em parecer da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS.
A Contag, que recebeu aproximadamente R$ 3,6 bilhões da Previdência Social em dez anos, sempre negou as irregularidades, sustentando que os descontos são devidamente autorizados e que sua atuação é legítima na defesa das demandas do setor rural. A situação se agrava com o admitido pelo ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, de que ele autorizou a inclusão da Contag em lotes de descontos nas aposentadorias, desencadeando a investigação.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, manifestou sua indignação com a reativação do acordo, denunciando a possível utilização de recursos destinados a “trabalhadores humildes” para fins ilícitos e representando contra a decisão ao Ministério Público Federal (MPF). O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da comissão, classificou a retomada do acordo como um “escândalo” e questionou sobre os bilhões que podem ser desviados.









