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Investigação dos EUA aponta para a manipulação do mercado financeiro envolvendo George Santos e o círculo próximo ao ex-presidente Trump.

Autoridades americanas estão conduzindo uma investigação detalhada sobre as atividades de George Santos, o controverso ex-parlamentar norte-americano com ascendência brasileira, em relação à sua participação em mercados de apostas online que se baseiam na previsão do discurso anual da Presidência dos Estados Unidos ao Congresso. Segundo a Revista Oeste, as apurações federais visam determinar se ele utilizou informações privilegiadas para obter ganhos financeiros através dessa prática, especificamente relacionada às expectativas geradas pelo discurso presidencial.

A situação ganhou contornos ainda mais suspeitos com o fato de Santos ter publicado em suas redes sociais sua intenção de comparecer à cerimônia do evento no final da última fevereiro, apenas para não se apresentar e realizar apostas contra a própria aparição na plataforma Kalshi, especializada nesse tipo de mercado preditivo. A empresa responsável pelas apostas identificou essa discrepância entre o anúncio público do político e suas ações reais, encaminhando imediatamente o caso ao Departamento de Justiça (DOJ) e à Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC).

A CFTC, órgão regulador do setor financeiro americano, está conduzindo uma investigação formal sobre as atividades da Kalshi. A reportagem apurou que a pressão para fiscalizar esses mercados de previsão aumentou significativamente nos últimos anos, especialmente após o crescimento exponencial dessas plataformas e seus vínculos com figuras próximas ao ex-presidente Donald Trump. O caso se soma a outros dois incidentes recentes envolvendo suposto uso ilegal de informação privilegiada em apostas dos EUA – um reflexo da crescente preocupação sobre a manipulação do mercado financeiro por indivíduos com acesso a informações estratégicas antes que elas sejam divulgadas publicamente.

É importante ressaltar que George Santos já possui um histórico problemático, marcado por denúncias de fraude e subsequente condenação à pena de sete anos de prisão em 2023, após ter sido acusado de falsificar dados pessoais para obter o mandato no Congresso americano e perder sua representação republicana. Mais recentemente, recebeu perdão presidencial do então presidente Donald Trump e saiu da cadeia em outubro do ano passado – um episódio que demonstra a influência política na aplicação das leis nos Estados Unidos.

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