Itapema alcança um absurdo no mercado imobiliário brasileiro, superando até mesmo Balneário Camboriú e liderando o ranking de preços do metro quadrado com valores alarmantes. A Revista Oeste apurou que a cidade litorânea catarinense registra uma média de R$ 15.226 por m² em maio passado – um valor significativamente superior ao alcançado pelo ícone da região, Balneário Camboriú (R$ 15.215).
A análise conduzida pela FipeZap, que monitora os preços habitacionais em diversas cidades do Brasil, considera dados de anúncios publicados nos portais Zap Imóveis, Viva Real e OLX, abrangendo um total de 56 municípios brasileiros. A cidade catarinense com pouco mais de 81 mil habitantes – menor no estado –, tem se destacado pela rápida verticalização que acompanha o crescimento da vizinha Balneário Camboriú, atraindo investimentos em empreendimentos de alto luxo e edifícios residenciais de grande porte.
O fenômeno demonstra uma concentração imobiliária preocupante, exacerbada pelo poder aquisitivo restrito de um número limitado de investidores. A ascensão de Itapema ao topo do ranking nacional evidencia a ausência de políticas públicas que promovam o acesso à moradia para a população em geral e acentua as desigualdades sociais na região Sul. É preciso questionar se essa valorização extrema é sustentável no longo prazo, gerando bolhas especulativas sem respaldo real nas necessidades da comunidade local.
É importante ressaltar que quatro cidades catarinenses ocupam posições entre os cinco municípios com o metro quadrado mais caro do Brasil – um indicativo de uma dinâmica imobiliária desregulamentada e favorecida por interesses particulares, deixando a população comum à margem desse mercado altamente valorizado.









