O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), numa atitude que reacende questionamentos sobre a influência externa no país, admitiu ter solicitado ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o retorno da sanção Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e sua esposa. Em entrevista à TCM News, ele justificou essa ação como uma medida válida para responsabilizar indivíduos que atuam com comportamentos considerados “tiranos”, citando a Lei Magnitsky como ferramenta legítima nesse sentido.
Segundo Eduardo, o objetivo central era buscar um retorno da sanção contra Moraes e sua consorte, algo que havia sido descontinuado em dezembro de 2025 após ter sido imposto inicialmente no final de julho do mesmo ano. A motivação por trás desse pedido seria a busca pela “impunidade” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alvo de uma investigação conduzida pela Procuradoria Geral da República, que apontou para uma articulação entre o então parlamentar e autoridades americanas com o intuito de garantir essa impunidade.
A situação se complexifica ainda mais considerando as declarações de Flávio Bolsonaro (PL) sobre ter participado do encontro na semana passada com Trump e seu Secretário de Estado, Marco Rubio, além da solicitação para que a classificação das facções brasileiras – PCC e CV – fosse alterada. Como apurou a Gazeta do Povo, essa movimentação gerou preocupações no governo Lula (PT), o qual teme uma possível intervenção externa em território nacional.
Adicionalmente, Eduardo Bolsonaro apresentou um argumento audacioso ao comparar o sistema de pagamentos Pix brasileiro com o Zelle – “o pix dos EUA” –, como forma de negociação e mitigar possíveis tarifas ou retaliações comerciais impostas pelos Estados Unidos, aludindo a interesses americanos em recursos estratégicos como terras raras e manganês.









