Gustavo Moreno/STF

O cerco ao Caso Master intensifica novamente as tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional: já foram protocolados pelo menos oito pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), incluindo mandamentos de segurança e solicitações para a criação das comissões que tramitaram tanto no Legislativo quanto na Corte.

Na Suprema Corte, três ministros estão envolvidos – mas os parlamentares defendem que o controle seja concentrado em André Mendonça, argumentando que essa concentração aumenta as chances do STF emitir uma determinação legal direcionada ao Congresso para abrir formalmente a CPI. A justificativa reside no risco de decisões conflitantes entre os magistrados, considerando que Mendonça é o juiz natural da causa.

Diversos pedidos permanecem pendentes na relação entre Congress e Corte: um deles foi encaminhado a Cristiano Zanin, que se manifestou contrariamente à obrigatoriedade da instalação; outro está sob análise do ministro Nunes Marques, enquanto três outros seguem com André Mendonça como relator principal. Os pedidos são categorizados em dois tipos formalmente semelhantes – mandados de segurança e solicitações para criação de CPIs –, ambos visando a proteção de direitos quando uma autoridade pública descumpre obrigações legais ou pratica atos considerados ilegais, no caso da CPI do Master que visa investigar irregularidades envolvendo o uso de recursos previdenciários.

A dispersão dos processos entre diferentes gabinetes do STF é alvo crítico dentro e fora do Congresso: juristas e parlamentares argumentam a favor da concentração na relatoria de Mendonça, especialmente após sua nomeação para substituir Dias Toffoli. O constitucionalista André Marsiglia destaca que as decisões sob sua liderança incluem autorização para continuidade de diligências, perícias e compartilhamento de provas com o Ministério Federal (PF) e a CPI do INSS. O especialista ressalta também que Mendonça já relatou casos envolvendo poderes investigatórios das CPMIs e a obrigação de respeitar as prerrogativas parlamentares, como ocorreu na CPMI do INSS onde ele autorizou prorrogação dos trabalhos, decisão posteriormente revertida pelo Plenário da Corte.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta