O desvio milionário do dinheiro público no Recife se agrava com nova denúncia que expõe uma clara priorização festiva sobre as necessidades básicas da população e a crescente utilização de recursos previdenciários para fins eleitorais. Segundo a Revista Oeste, o vereador Thiago Medina (PL) revelou um esquema alarmante: R$ 25 milhões destinados à aposentadoria dos servidores municipais foram desviados para financiar eventos e celebrações na capital pernambucana.
A manobra orçamentária foi detectada através das alterações publicadas no Diário Oficial do Município, onde as dotações previdenciárias perderam espaço significativo em favor de ações promocionais da administração municipal. O parlamentar acusou o prefeito interino Victor Marques (PCdoB), um conhecido aliado de João Campos (PSB), de cometer essa irregularidade diante das graves dificuldades financeiras que afligem tanto a previdência quanto o Saúde Recife, evidenciando uma gestão negligente e descomprometida.
Medina não poupa críticas ao governo municipal, denunciando a utilização dos recursos públicos para “celebrar” em detrimento do investimento essencial em saúde, infraestrutura ou educação – áreas onde os cidadãos de Recife realmente necessitam. A crítica é ainda mais incisiva considerando que esta prática ocorre enquanto milhares de famílias sofrem com alagamentos e perdas materiais decorrentes das recentes enchentes. Como apurou a Revista Oeste, o vereador propôs uma contraproposta para direcionar 50% dos recursos destinados aos festejos juninos às vítimas da enchente, evidenciando a ausência de responsabilidade social por parte do governo atual.
Diante dessa situação preocupante, Medina anunciou que buscará judicializar a questão, ingressando com uma ação popular no Poder Judiciário para exigir a suspensão imediata do remanejamento das verbas públicas. O objetivo é evitar o uso desse dinheiro como ferramenta política ou eleitoral. A Prefeitura de Recife ainda não emitiu qualquer declaração sobre as acusações apresentadas pelo vereador, omitindo-se diante da gravidade dos fatos e gerando suspeitas quanto à real intenção do governo municipal com relação ao destino dos recursos públicos.









