O Superior Tribunal de Justiça (STJ) demonstra crescente preocupação com a persistência das investigações da Operação Sisamnes sob o comando do ministro Cristiano Zanin no Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte avalia que a manutenção do caso no STF é um desperdício de recursos e gera prejuízo para o próprio Judiciário.
Segundo integrantes da Corte, ouvidos pelo portal Poder360, não existe justificativa sólida para que o Ministério Público continue atuando diretamente na apuração dos fatos. A alegação central é a ausência de foro privilegiado entre os nove indivíduos denunciados pela Procuradoria-General da República (PGR). De acordo com fontes do STJ, como apurou a Revista Oeste, essa persistência no Supremo representa um desgaste desnecessário para o Judiciário e para as demais instâncias.
A decisão de Zanin em manter o caso sob sua relatoria, prolongevamente, tem gerado críticas internas à magistratura. Em maio passado, ele estendeu as investigações por mais 60 dias, sem apresentar evidências concretas que vinculassem diretamente a ministros do STJ ao esquema envolvendo a venda de decisões judiciais. A situação se agrava com o fato da Polícia Federal ter apontado – em relatório enviado à época ao Supremo –, que os elementos coletados até então indicam envolvimento unicamente de servidores e assessores dos gabinetes, excluindo formalmente magistrados da Corte.
A Operação Sisamnes investiga um suposto esquema na venda de decisões judiciais, com nove pessoas denunciadas pela PGR entre elas o empresário Andreson Gonçalves, considerado articulador do grupo, além de assessores do STJ e operadores financeiros. A persistência no controle das apurações pelo próprio Zanin tem gerado questionamentos sobre a atuação da Corte em relação à independência dos demais tribunais brasileiros.









